O túmulo nos espera a todos
A vida, intransigente em si mesma, continuamente nos mostra, tanto aos sábios quanto aos tolos, tanto a uns quanto a outros, que a decomposição final é lugar comum a todos nós. Corpo por corpo, órgão por órgão, tecido por tecido, célula por célula, molécula por molécula, átomo por áto mo, em algum lugar do presente que se descortina ininterruptamente para o que ainda não é, nos transformaremos de algo em outro algo, através do nada que permeará eternamente o nosso ser que se vai e que se esvai da vida mental que hoje nos faz indivíduo, pessoa e ente mental. A morte, a putrefação transformadora, o fim mental por um continuar de elementos, é itinerário comum na viagem limitada que nos é permitida pelo suporte natural que nos acolhe e nos possibilita. O túmulo nos espera a todos, indistinta, democrática e seguramente.

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