O elo que me une a mim mesmo, sou eu, seja em toda a minha miséria de ser, seja em toda a minha louca existência, seja em toda a minha realização de ser, onde a dúvida dos que sou me acompanha e me constrói, e em simetria ambígua e bivalente, é ela a imprecisão desbotada dos seres que me fazem ser quem sou e ao mesmo tempo me aniquilam, sendo eu assim força e medo, coragem e temor, bondade e mazelas. Continuo sendo animal na busca de minha humanidade, que bom que ainda animal, pois que outra coisa não poderia ser, somente a loucura, a ingenuidade, ou algum fanatismo, poderiam me levar a me ver não como animal, mas como algo especial. Especial? Jamais... Especial? Nunca... Especial? Só mesmo na vaidade presunçosa de alguns. Sou uma espécie entre outras, mas posso procurar ser sempre algo mais humano, aliás, talvez devesse ser esta humanidade que deveria me diferenciar como espécie, mas ainda estou longe dela...
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